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Arquivo de maio, 2008

Sintoma de vício: notar que o ícone do Google mudou

30, maio, 2008 Godoy 3 comentários

Parece pouco, mas vai gerar burburinho, querem apostar? O Google atualizou seu ícone de favoritos. É o desenho que aparece ao lado do endereço (URL) ali no topo do seu browser, e também, dependendo da versão de seu navegador (Firefox, Firefox, Firefox!), ao lado do link na área de favoritos.

google_novoevelhoicone.jpg

‘Grandes’ mudanças do Google: ‘Gezão’ (abaixo) vira ‘gezinho’

É irrelevante? Bem provável, acho que isso só chama a atenção – e vira motivo para post – entre os mega-geeks. Mas, vai saber, de repente isso aí é um teste de uma futura logomarca. Aliás, curioso: na web, é rara mudança de desenho que gere uma primeira impressão positiva. É tudo questão de costume.

UPDATE: Fiz o que deveria ter feito antes e encontrei, no Google Blogoscoped, a primeira notícia sobre a mudança. E, está lá, uma discussão ‘filosófica’ sobre a importância de assumir o ‘g’ em caixa baixa.

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Futebol ‘turbinado’ só tem uma regra: não vale matar

28, maio, 2008 Godoy Sem comentários

Cada time tem milhares de integrantes. O campo é uma cidade inteira na Inglaterra. É permitido pegar até um táxi para levar a bola até o gol adversário. Faltas? Não há. As regras podem ser resumidas em uma frase: não vale matar o adversário. Para quem joga o chamado “Royal Shrovetide Football”, o rúgbi é um joguinho de meninas.

Um vídeo do pessoal se matando em Ashbourne:

Do The Fan Manual, via Digg.

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Ranking das torcidas pelo Gallup: cadê o Noroeste?

28, maio, 2008 Godoy 1 comentário

Só podia ser fake mesmo a tal pesquisa encomendada pela Editora Ática para medir as torcidas no Brasil. O Marília teria a 72ª torcida do Brasil, e o Noroeste nem aparece entre os 100 primeiros.

Para quem não se lembra, o Gallup dava vitória fácil no voto popular para o republicano George W. Bush no pleito de 2000. Pelo visto, a metodologia dos caras não deve ter mudado muito desde então.

No panteão dos injustiçados pela estatística canalha, a torcida noroestina está ao lado de Al Gore. A ‘verdade inconveniente’ é que somos 350 mil seguidores.

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O ‘Walt Disney’ dos videogames fala ao ‘NYT’

27, maio, 2008 Godoy 1 comentário

miyamoto_isdaking.jpgAlgumas considerações sobre a entrevista do mestre Shigeru Miyamoto – esse sujeito aí ao lado, criador de Mario Bros, Donkey Kong, Zelda, F-Zero, do Nintendo Wii… – ao ‘New York Times’:

1) A Nintendo reinventou a indústria com o lançamento do Wii, no final de 2006? Parece exagero, mas é por aí. Não que os videogames estivessem perto do ocaso, como na crise enfrentada pelo Atari em 1983. Mas parecia impossível atrair para o mundo dos games mulheres, idosos e esses ‘não-geeks’ que insistem em achar uma idiotice ficar horas em frente à TV apertando botões (sendo que poucas coisas são mais legais do que isso, seus iconoclastas!).


In a global media culture dominated by American faces, tastes and brands, video games are Japan’s most successful cultural export. And on the strength of the Wii and the DS hand-held game system, Nintendo has become one of the most valuable companies in Japan. With a net worth of around $8 billion, Nintendo’s former chairman, Hiroshi Yamauchi, is now the richest man in Japan, according to Forbes magazine.

2) A Disney, agora nas mãos de Steve Jobs, deve se sentir honrada com a comparação feita pelo ‘NYT’. Afinal, Mario é mais superstar que o Mickey. No auge de sua popularidade, nos anos 1990, a imagem do bigodudo italiano (não, cara, não é um encanador português) era mais reconhecida pelas crianças do que a do rato enrustido.

Se bem que ambas se equivalem na estratégia de já lançar o filme/jogo pensando na venda de brinquedos, bonequinhos, revistas, enfim: essa infinidade de tranqueiras que você é obrigado a comprar para seu filho pra cada “Pokémon” que inventam por aí (É, “Pokémon”. Culpa da Nintendo).

Mr. Miyamoto may be personally responsible for the consumption of more billions of hours of human time than anyone around. In the Time 100 online poll conducted this spring, Mr. Miyamoto was voted the most influential person in the world.

3) ‘KISS’, ou ‘Keep it Simple, Stupid’. É um dos pilares da chamada Filosofia Unix, mas vale para como “gospel nerd”. Miyamoto é mestre nisso, e o ‘NYT’ fez uma boa analogia para explicar porque seus alguns de seus jogos antigos – a maioria extremamente simples – fazem mais sucesso do que muitas superproduções recentes:

Just as a film is not measured by the quality of its special effects, a game is not measured merely by its graphics. This concept is lost on many designers, but not on Mr. Miyamoto. And just as a film buff might prefer to watch an old black-and-white movie instead of, say, “Iron Man,” even Mr. Miyamoto’s earliest games hold up as worthy diversions.

Como dizem os foristas de games, ‘ista’ aqui é pouco.

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Vergonha alheia: nerds russos amam Mortal Kombat

26, maio, 2008 Godoy 1 comentário

Roubado descaradamente do English Russia.

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‘Richarlyson’ do beisebol anuncia aposentadoria

21, maio, 2008 Godoy Sem comentários

piazza_rickydobeisebol.jpgApós 19 anos de carreira, 12 eleições para o All-Star Game e o recorde de homeruns para jogadores de sua posição, o catcher Mike Piazza anunciou o fim de sua carreira.

Apesar dos números, Piazza não é unanimidade. Por um motivo curioso: em 2002 surgiu, não se sabe bem o motivo, o boato de que o jogador seria homossexual. Se ele é ou não é, pouco importa, certo?

Mas acontece que já vimos essa história aqui no Brasil, e as coisas não funcionam assim. O cara precisou ir para a TV dar entrevista negando ser gay. Depois, se casou com uma capa da Playboy – veja algumas fotos comportadas.

O inferno de Piazza, no entanto, é bem mais brando que o do jogador do São Paulo. O catcher vai figurar, em breve, no Hall da Fama do beisebol. Richarlyson é apenas mais um no futebol. O americano, apesar de constantemente perseguido pela inquisição conservadora, nunca foi vaiado pelos torcedores das equipes que defendeu. Sofreu, é claro, com as provocações dos adversários. Já o brasileiro foi hostilizado pela própria torcida organizada tricolor, que ficou muito tempo sem gritar seu nome. Mesmo ele tendo sido o destaque do time campeão brasileiro em 2007.

Aposentado e ofendido, resta a Piazza brigar por uma homenagem no Ídolos de Bigode. Essa foto aí abaixo justifica a polêmica?

piazza_idbeagles.jpg

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Revolução comunista ataca o ‘Banco Imobiliário’

21, maio, 2008 Godoy 4 comentários

banco_imobiliario.jpg

Sem comentários, spaciba tovarich. Mas, se isso aí tivesse sido lançado antes de 1989, eu com certeza teria um. Pensando bem, só não compro um AGORA porque Banco Imobiliário, na real, é insuportável.

O Blog de Brinquedo explica como funciona o jogo:


No Anti-Monopoly as regras são diferentes do Banco Imobiliário [bb] normal que estamos acostumados. Os jogadores são divididos em dois grupos: “Competitors” (competidores) e “Monopolists” (monopolistas), cada um desses grupos tem regras diferentes.


O grupo “Competitors” cobra alugueis a um custo razoável, constrói assim que consegue uma propriedade, sempre coloca 5 casas em suas propriedades e ocasionalmente entram em uma “Price War” (guerra de preços). Já o grupo “Monopolists” cobra alugueis exorbitantes de seus inquilinos pobres, só começa a construir quando tem um grupo inteiro na mão, restringe a oferta colocando apenas 4 casas em suas propriedades e ocasionalmente vão para a cadeia.


Os mocinhos, é claro, são os jogadores do grupo “Competitors” e os bandidos são os “Monopolists”. Como os jogadores usam regras diferentes uma “técnica patenteada de probabilidades” assegura a justiça e dá chances iguais de vitória aos dois lados.

Via The Green Head.

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Já tomou aquele vinho bom e barato? Agradeça a Mondavi

19, maio, 2008 Godoy 3 comentários

napavalley_rotulo.jpgPermitam esse momento um tanto ‘elitista’, por favor, mas preciso invadir a seara do amigo Daniel Buarque:

Morreu, na sexta-feira, o empresário norte-americano Robert Mondavi. O sujeito foi um dos grandes responsáveis pela configuração atual do mercado mundial de vinhos. Se hoje você consegue comprar vinhos bons e baratos – produzidos fora da Europa -, agradeça a ele.

Mondavi foi um dos primeiros a acreditar que era possível fazer melhor que os franceses e os italianos, ainda que sem o mesmo terroir. Em 1976, um evento histórico em Paris viu vinhos californianos de luxo derrotando figurões caríssimos franceses. É mais ou menos o equivalente alcoólico de 92-93-05. ‘Si, se puede’ servido em taças.

Depois do sucesso da Califórnia, ficou fácil fazer cara de enólogo sorvendo bebidas da África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e, no caso dos brasucas, Chile e Argentina. Mondavi investiu em todos esses mercados. Sem matar a importância do tal terroir, ele forçou a mão para que se tornasse padrão o hábito de informar o consumidor sobre a casta da uva predominante em cada vinho. É deselegante, mas preciso repetir a construção: se hoje você sabe a diferença entre um Merlot e um Cabernet Sauvignon, agradeça a ele.

Claro, é fácil apoiar a tese romântica do ‘brasileiro honorário’ Jonathan Nossiter, em Mondovino, e culpar o poderio econômico de Mondavi por uma suposta ‘homogeinização’ da cultura milenar do vinho. O filme é ótimo, mas o chororô é falacioso: nós, mortais, compramos vinho ‘globalizado’ no supermercado, mas continua havendo espaço para o produtor pé-de-chinelo de uvas Torrontés em Salta e para o sujeito que herdou uma faixinha de terra na Borgonha e vende garrafas a peso de ouro aos importadores japoneses.

Aos entusiastas do vinho, sugiro um brinde (com uma taça de qualquer Malbec argentino de R$ 14,99 a garrafa) a Mondavi.

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Charlie Brown e Pernalonga também envelhecem

15, maio, 2008 Godoy 1 comentário
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Obrigação cívica: vote no cão mais feio do mundo

13, maio, 2008 Godoy 4 comentários

dogofeioprapo.jpg

É hora de tirar seu título de eleitor da gaveta e se dirigir ao site da Sonoma-Marin Fair 2008, onde é realizada anualmente a eleição do cão mais feio do mundo. Desde a morte, em 1995 2005, do tricampeão Sam, o título ganhou notoriedade e a concorrência está mais acirrada.

Este blog já tem candidato: Buster, um Chihuahua da cidade de Millbrae, na Califórnia, é o mais charmoso dos competidores. Ele e seu companheiro inseparável – um pitbull de trinta e poucos quilos – só se alimentam de mocha frapachinos do Starbucks. Com seus sete dentes e dois olhos independentes, está preparado para receber a coroa que já foi de Sam. Será, se Justiça for feita, o novo campeão.

vote_buster2008.jpg

Via Planeta Bizarro do G1.

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